msdm a nomadic house-studio-gallery for photographic art and curatorial research, an expanded practice of the artist's book, photobook publishing and peer-to-peer collaboration created by artist researcher paula roush
ONE GREEN EYE THE OTHER BLUE: HERBARIUM OF THE ANTHROPOCENE
project and editorial design: paula roush
pages: 344
language: portuguese
printing: indigo
paper: recycled natural 100 gsm (interior), 250 gsm (cover)
binding: perfect bound
dimensions: 14.8 × 21 × 2.5 cm
isbn: 978-1-7396192-7-5
1st edition: april 2025
2nd edition: november 2025
published by: msdm publications
available in porto: @miraforum
available in lisbon at @stet_books and @greta livraria
One Green Eye, the Other Blue: Herbarium of the Anthropocene is a pocket-sized publication that emerges from a passage between industrial ruin, historical and domestic archives, and territories in transformation. Composed of images, texts, and processual fragments, the work maps an artistic practice situated between vegetal gesture, editorial gesture, and critical computational processes.
The book takes the form of a speculative herbarium, rooted in the Campanhã area (Porto) and traversed by movements between Lisbon and London. Between cyanotypes, plants collected through dérive, solar impressions, and images generated through algorithmic systems, the narrative unfolds as a technobiography — an autoethnography in dialogue with more-than-human ecosystems.
As a speculative herbarium photobook, One Green Eye, the Other Blue operates simultaneously as archive, field notebook, and editorial device. It brings together photographic processes, vegetal matter, situated research, and computational image generation to reflect on how images are produced in relation to damaged landscapes and more-than-human ecologies.
Artificial intelligence is used not as a tool of optimisation or representation, but as a speculative apparatus: a system through which to think limits, deviations, and frictions between archive, territory, and technical imagination. The generated images expose both the combinatory capacity of the models and their failures, silences, and biases.
Rather than documenting plants as static specimens, the book understands the herbarium as a living methodology — shaped by walking, collecting, printing, image generation, and publishing as forms of ecological attention. The publication is conceived as a practice-based research output, in which photography, cyanotype, algorithmic systems, and editorial design function as tools for thinking with territory, time, and material transformation.
Published by msdm publications, the book is part of the installation One Green Eye, the Other Blue, presented in 2025 at Galeria Mira, and proposes itself as a sensitive reading device for the relationships between body, landscape, and photosensitive image.
The 2nd edition (November 2025) was published on the occasion of the Lisbon Photobook Fair, consolidating the book as an autonomous editorial object in continuous circulation.
UM OLHO VERDE OUTRO AZUL: HERBÁRIO DO ANTROPOCENO
projeto e design editorial: paula roush
páginas: 344
idioma: português
impressão: indigo
papel: reciclado natural 100 gsm (miolo), 250 gsm (capa)
encadernação: lombada colada
dimensões: 14,8 × 21 × 2,5 cm
isbn: 978-1-7396192-7-5
1.ª edição: abril 2025
2.ª edição: novembro 2025
publicado por: msdm publications
disponível no porto: @miraforum
disponível em lisboa: @stet_books e @greta livraria
Um Olho Verde Outro Azul: Herbário do Antropoceno é uma publicação de bolso que emerge da travessia entre ruína industrial, arquivos históricos e domésticos, e territórios em mutação. Composta por imagens, textos e fragmentos processuais, a obra cartografa uma prática artística situada entre o gesto vegetal, o gesto editorial e processos computacionais críticos.
O livro assume a forma de um herbário especulativo, enraizado na zona de Campanhã (Porto) e atravessado por deslocações entre Lisboa e Londres. Entre cianotipias, plantas recolhidas em deriva, impressões solares e imagens geradas através de sistemas algorítmicos, a narrativa desenrola-se como uma tecnobiografia — uma autoetnografia em diálogo com ecossistemas mais-que-humanos.
Como fotolivro-herbário especulativo, Um Olho Verde, o Outro Azul opera simultaneamente como arquivo, caderno de campo e dispositivo editorial. Reúne processos fotográficos, matéria vegetal, investigação situada e geração computacional de imagem para refletir sobre a forma como as imagens são produzidas em relação a paisagens danificadas e ecologias mais-que-humanas.
A inteligência artificial é utilizada não como ferramenta de optimização ou representação, mas como aparato especulativo: um sistema com o qual pensar limites, desvios e fricções entre arquivo, território e imaginação técnica. As imagens geradas expõem tanto a capacidade combinatória dos modelos como as suas falhas, silêncios e enviesamentos.
Em vez de documentar plantas como espécimes estáticos, o livro entende o herbário como uma metodologia viva — moldada pelo caminhar, pela recolha, pela impressão, pela geração de imagem e pela publicação enquanto formas de atenção ecológica. A publicação é concebida como um resultado de investigação baseada na prática, onde fotografia, cianotipia, sistemas algorítmicos e design editorial funcionam como ferramentas para pensar com o território, o tempo e a transformação mater
Publicado por msdm publications, o livro integra a instalação Um Olho Verde, o Outro Azul, apresentada em 2025 na Galeria Mira, e propõe-se como um dispositivo de leitura sensível das relações entre corpo, paisagem e imagem fotossensível.
A 2.ª edição (Novembro 2025) foi publicada por ocasião da Feira do Livro de Fotografia de Lisboa, consolidando o livro como objeto editorial autónomo e de circulação contínua.