msdm a nomadic house-studio-gallery for photographic art and curatorial research, an expanded practice of the artist's book, photobook publishing and peer-to-peer collaboration created by contemporary artist paula roush

 
 

 

WATER PRINTS
Unique contact prints generated on laser photo print
stained with tri-colour [gold, black and blue] acrylics
and tap Thames water.
Arquivo das Águas de Douro e Paiva.

 
 

pr- Gostava de vos mostrar algumas experiências que já estive a fazer com estes arquivos fotográficos e a água. Criei 2 PDFs, que partilho. Eu chamo a estas experiências Contact Prints. Foram feitas com impressões a laser a partir de fotografias dos arquivos e usei a água do rio Tamisa porque é a água que tenho local. Vou então mostrar o primeiro PDF.

Utilizei processos diferentes de interação com a água,
são processos muito intuitivos, de resposta física.
Como eu trabalho muito com edição, estou muito habituada a imprimir fotografias em papel que não fotográfico, papel chamado de artista que não tem emulsão fotográfica e foi isso que utilizei. Então o que vêem aqui é a reação das fotografias impressas nesses tipos de papéis à água. Também utilizei cores, por exemplo esta foto do arquivo
das construções Lever e uma foto do arquivo da Pasteleira, lado a lado na mesma folha impressa a cores, submersa em água que também tinha acrílico azul.

 

Aqui comecei também a referenciar experiências sobre a relação da agua com estados de consciência e emoções;
são arquivos fotográficos relacionados com as experiências de Masaru Emoto, um investigador japonês que estudou o impacto da emoção na água;  ele associava palavras com a água, depois congelava a água e fotografava os cristais, vindo a  descobrir que quando eram usadas palavras mais belas ou mais generosas como ‘amor’ ou ‘gratidão’ associadas à água os cristais saiam bem desenvolvidos.
Isto são exemplos das fotografias dele que trouxe para
as águas.

 

Comecei já a juntar o acrílico dourado porque fiquei muito entusiasmada com a história que o Francisco contou de o rio Douro ter o nome Douro pela cor acastanhada dourada que o rio tem em alguns períodos. Comecei e então a utilizar o acrílico dourado de uma forma metafórica em referência a essa capacidade do rio de mudar de cor.

Estas são mais experiências combinado várias cores, algumas mais escuras em referência às lamas mas restringi a paleta a dourado, azul, também tenho algum prateado, mas não usei muita cor pois o que eu queria acima de tudo era criar manchas que fossem bastante orgânicas e que transmitissem metafóricamente os estados da água.

Alguma imagens mais abstratas devido ao tempo que as impressões ficam dentro de água e descobri que também as minhas próprias emoções enquanto estava a fazer a submersão, influenciavam o relacionamento das cores com as fotografias e os padrões dos acrílicos.



Esta é a única imagem em que o acrílico dourado é aplicado
a mão, pincelada.

E depois de as impressões serem submersas em agua elas ficam a secar

Este é o segundo conjunto de impressões geradas por contato direto com a água. Aqui usei o cinzento as impressões de base eram a preto e branco. Observando os detalhes acho muito interessantes esta fisicalidade das manchas nas fotografias, acabam por se tornar expressões visuais de ideias do tempo ou da própria ruina fotográfica. Há, portanto, uma serie de significados que são sugeridos por esta superfície, que se criam através do contato da impressão a laser que eu uso e o papel baço com a água. E aqui fiz um zoom para focar no bairro mais em detalhe, são imagens de que muito gosto porque todas estas manchas acabam por gerar imagens que estavam talvez latentes e que apareceram de uma forma imprevista. Então são estes dois testes que já tenho disponíveis e partilho aqui.